quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Festinha de anos


No dia 09 de Fevereiro de 2010, a madrinha apesar de estar em França também cantou os parabéns via internet.



No dia 12 de Fevereiro de 2010, com a carinha de doentita, mas com as pessoas mais importantes na vida dela. Foi só mimos.

AMO-TE FILHA

Dela


Está linda, reguila, um doce de menina, mesmo doentinha é uma fofa.
Babaaaaaaaaaaaaa

Começou a testar o equilíbrio e larga-se uns momentos. Não tarda está a correr pela casa fora.



Momentos de cumplicidade



E o tempinho ameno que tanta falta faz para uns passeios como este!


Urgências

1 Janeiro a 15 de Fevereiro: 4 idas às urgências - boa média -


1 semana de febre - exames - tudo negativo

Há dois dias sem febre (palmas, foguetes)!

Primavera podes voltar!!!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O bolo


Um bolo delicioso: Sublime de Chocolate, comprado, que aqui a "je" esteve a trabalhar! Soprou a vela antes de os adultos jantarem que isto de ter uma rotina dá cabo da piolha e às 21h00 estava pronta para uma noite de sono!
Sábado há mais, com os primos e amigos!
E o tema da festa (a que ela não vai ligar nada!lol!) é:







Internamento 14 dias

O prognóstico: Pesa menos de 2 quilos, temos que a levar para a neonatologia.
Vieram mostra-la, pequenina, tão pequenina que é a minha filha.

Fiquei eu no recobro mais de uma hora. Sozinha. A tremer. e a chorar.

Vieram me buscar e levaram-me para o piso das mães. Sem a minha bebe.

Estava sozinha com o meu saco de roupa.

Perguntaram-me se queria um quarto partilhado ou sozinha para descansar, assenti quando ela me propôs um quarto sozinha. Não sei, e ainda hoje não sei, qual seria a melhor opção.

Telefonei ao namorido: Já és papá. Ela nasceu mas está no internamento. É muito pequena. E chorei mais uma vez.

Nesse dia, não me deixaram levantar apesar da minha insistência. Vi a minha filha através das fotos que o papa tirou quando lá foi. Vieram falar comigo e disseram, a sua menina está estável. Sem necessidade de oxigénio. Está na incubadora porque não há espaço no berçário.

À 23h00, insisti mais uma vez e concordaram. Telefonaram para a neo, mas vinha de entrar um prematuro de alto risco e pediram para vir só por volta da 00h30.

A enfermeira disse para eu descansar que amanha à primeira hora acompanhava-me lá.

E assim foi, adormeci extenuada. E às 7h00, estava à porta da UCIRN.

Antes de entrar, explicaram-me as medidas de higiene: despir a roupa a mais, vestir bata, arregaçar mangas, lavagem de braços e mãos. Secagem.

Entrei e levaram-me ver a minha filha. Tão pequenina, cheia de fios. Muitos bip-bip contantes. Disseram que ela estava estável, o corpo estava a regular bem a temperatura. Nada de faltas de ar. etc. Eu só via os fios, o corpinho dela indefeso. Uma vontade de a aconchegar e de fugir longe de tudo.

Entretanto lá me explicaram, que neste momento, ela só precisava de engordar, todos os tests estavam ok. Ela não tinha neste momento qualquer problema a não ser o peso pluma.

Mesmo assim, coração de mãe está sempre preocupado.

Ao 2º dia: vieram falar comigo por causa do meu internamento do dia 08/02. Perguntaram-me se me sentia constipada ou com dores, tipo uma gripe. Disse que não que me sentia bem!
Explicaram-me que a rapariga que tinha estado comigo no quarto de internamento, tinha-lhe sido detectado a gripe A. E eu a pensar: mas que raio só agora é que vem avisar! Estou em contacto com uma prematura há dois dias e poderia estar contagiosa! F#&$&!!!

Por sorte, não tinha nada. Enfim!!!

Passávamos algumas horas com ela, a olhar para ela, sempre a ouvir os bips-bips. De vez en quando tinha que ir deitar-me que já não aguentava as dores dos pontos sentada numa cadeira ou mesmo em pé.

Na quinta-feira: já eu chorava por todos os cantos, não aguentava mais de 10 minutos ao pé dela, estava uma lástima, não falava com ninguém ao telemóvel porque já sabia que não ia conseguir aguentar. Disse ao Luís que tinha que sair de lá, rapidamente, precisava do aconchego e apoio do meu marido e lá, sentia-me vazia sem a minha filha.

Na sexta-feira: perguntaram-me se queria lá ficar, tendo em conta que tinha a menina internada, disse logo que não. Precisava da alta, precisava do aconchego do meu lar. Preferia aguentar as dores e andar horas de carro todos os dias e estar com ela o quanto me permitiam do que passar mais um único dia internada e sozinha.

E assim foi, deram-me alta. Passei pela UCIRN, expliquei que ia a casa e voltava ainda nesse dia. Eram 16h00.

Chegamos a casa (foi um martírio, as dores dos pontos). Fui directa ao quarto buscar umas quantas coisas necessárias, e explodi em lágrimas ao ver aquele berço, vazio.

Eu sabia que ela estava bem mas o vazio dentro de mim era tão forte, tão doloroso.

Voltando à UCIRN: Os apitos das máquinas eram bastante incomodativos, foram 3 dias que ela passou na incubadora, perturbaram-me pelo o facto de na mesma sala estarem bebes que cabiam na palma da minha mão. E eles sim, estavam todos intubados e ligados. Era uma aflição ver o desespero e o carinho dos pais dia após dia.Crianças com apenas 500 gr, a lutarem pela vida.

Foram 3 dias, entre sondas arrancadas pela piolha, exames, muitas picadelas, muitas negras nos calcanhares. O melhor foi os momentos de poder aninhá-la ao meu colo, tentar dar-lhe mama.

Após 3 dias, libertou-se espaço no berçario, sairam gémeos. E a minha filha foi transferida.

Um momento de pânico quando cheguei e não a vi que se transformou em alívio, por ela estar finalmente tocável, no berçário, onde finalmente eu poderia mima-la permanentemente, nem que fosse só com um dedo. Era o último passo antes da alta. Um óptimo sinal, dizia uma mãe que lá estava há mais de um mês.

Aqui todos os dias eram iguais e diferentes, a expectativa de pelo menos mais 10 gramas, a tristeza da estagnação do peso, depois o retirar da sonda para começar definitivamente com o biberon e ir tentando o peito. O desespero por ela não mamar a quantidade desejada. Os cocos e os pipis eram uma festa. A hora do banho. Tudo era uma pequena vitória naquele meio. E veio o dia, onde a pinguina chegou às 1980 gramas e autorizaram a sua saída por ela se portar bem.

No dia 23 de Fevereiro de 2010. Um renascimento.

Nós enquanto pais, vivemos entre medos, muitas lágrimas, comidas rápidas, autocaravana, poucas horas de descanso e para mim, muitas dores do pós-parto, onde não descansava nada e andava a pé e de pé demasiado tempo.

A alta dela desencadeou variadíssimos sentimentos para nós enquanto pais. Estávamos habituados aos cuidados das enfermeiras, ao bip bip que controlava a respiração dela.
A partir deste momento, já não tínhamos ninguém, a responsabilidade daquele ser é inteiramente nossa, mas vínhamos com quase um curso tirado de cuidados intensivos a prematuros, no que diz respeito a cuidar deles claro.

A pinguina também já vinha com a lição aprendida: mamava quando queria: horários livres, já tinha a rotina dela de dormir sozinha na caminha dela. O que ajudou muito para os descanso dos pais que andavam de rastos.

E aqui começou a nossa vida a 3.

A nossa lutadora, reguila, sorridente, mimosa. O nosso bem maior. Amo-te FILHA.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

1 ano de ti

São 7 da manhã, acordo com o enfermeiro para mais uma dose de medicamentos.

Dou-me conta que tinha finalmente adormecido e que já não sentia contracções.
Fiquei feliz! Até disse ao enfermeiro, que já não sentia nada, ao que respondeu que era bom sinal.
Nisto vou à casa de banho, e ao limpar-me muito sangue numa mistura viscosa: rolhão mucoso!

Mau sinal.

Volto para a cama e começam algumas dores incomodativas. Não estava a gostar nada disto, afinal não estava nada bem!
A médica chega, e verifica que estou com algumas dores. Mais um CTG.
Contracções algo intensas. Vamos ver como isso está e vou ausculta-la, diz-me ela.
Entretanto, telefono ao Luís para lhe dar as indicações de onde estavam as coisinhas da menina para pôr na mala.
Nesta altura, pediram-me urina para descartar infecções. Não aguentava deitada e andava de pé, agarrada ao soro. Sempre ao telefone.
A cada contracção respirava fundo, as dores ainda eram perfeitamente suportáveis, mas muito desagradáveis.

10h30 - A médica vem me buscar para verificar a situação. Entro na sala, onde se encontrava uma estagiária. A médica diz-lhe que ela não me pode auscultar porque pode ser um caso de parto prematuro e prefere ser cuidadosa.
Eu tremia: nervos, medo, ânsia, ... sensações contraditórias. A minha menina não podia nascer, era muito cedo. Mas no fundo, eu já sabia. Estava tudo a começar!

A médica ao auscultar-me deu um grito: minha menina, vai já para a sala de partos. Está com 7 dedos de dilatação. A sua bebe vem a caminho. Avisaram logo a equipa médica. Fui de cadeira de rodas.
Não tive reacção. Fui em piloto automático, só seguia as instruções.

Deitaram-me na maca, tirei a roupa vesti uma nova bata. ligaram-me às maquinetas.

11h00 - Veio a médica que me ia assistir, explicou-me que me ia perfurar a bolsa para acelerar.
Muita água a correr entre as pernas.

Aqui as dores revelaram-se intensas demais. Fiquei sozinha com uma enfermeira que me deu a mão. Eu agarrava-me a tudo o que podia, a cada contracção. Não esmaguei a mão dela por sorte.

Neste momento, perguntei se não me davam a epidural, tal era o meu desespero. A enfermeira pegou-me na cara e disse-me, minha querida já não vai a tempo. Vai ser forte, a sua menina vem ai.

Em dois minutos, gritaram pela equipa, já eu estava com 10 de dilatação. Era agora. E eu estava assustada, sem saber o que fazer.

A enfermeira ajudou-me a agarrar-me aos ferros de lado para poder fazer força.

Em menos de 30 minutos ela nascia. Saudável, com muito choro. E foi um alívio.



Ouvi o teu choro pela primeira vez a esta hora ... a mais linda melodia para os meus ouvidos.
Es o amor da minha vida. Amo-te

... segue ... "O internamento - 14 dias"

Está quase

...quase, quase!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Internamento meu

Um dia de trabalho, como qualquer outro.
Atarefada a deixar tudo em ordem, faltava pouco mais de um mês para o teu nascimento. Mal eu imaginava que estavas prestes a nascer.

Não tinha qualquer sintoma estranho ou indicativo.

Ao final da tarde, ao dirigir-me à casa de banho, noto que estou com umas percas meias castanhas ... suspeitei do rolhão mucoso, uma simples preparação para o parto, pode acontecer várias semanas antes do nascimento dizem os entendidos.

Para poder ficar descansada, decidimos ir às urgências da maternidade ao final do dia.
Sou prontamente atendida (não tinha jantado), aquando da auscultação avisam-me que estou com 2 dedos de dilatação, que é muito cedo (isso já se sabia!) e que era melhor ficar internada para descansar (oh não, penso eu! Seca!).
Vou avisar o namorido. Ele ainda me vai buscar a minha leitura ao carro (eu a pensar que ia ter tempo de sobra para ler!) e lá entro para internamento.

Como não tinha nada comigo: malas feitas nem vê-las! Tive que vestir a bela bata.
Toca de ser perfurada e de engolir uns comprimidos para acalmar a coisa.
Cheia de fome e nervos lá me trazem um chá e umas bolachas! Eu a pensar daqui 2 horas estou a pedir mais umas!

Lá me deitei, sem vontade de dormir e desconfortável: tinha frio e sentia-me "alone".

Na cama do lado, estava uma grávida de 37 semanas a gemer com contracções e porque estava cheia de febre!
Passados uns 30 minutos vieram buscá-la para lhe provocar o parto., e começou a minha saga.

Por volta das 23h00, comecei a sentir a barriga a endurecer. Chamei o enfermeiro. Lá veio o CTG.
Algumas contracções de baixa intensidade.

Toda a santa noite, senti a barriga a ficar dura e a relaxar. Efeito da observação que tinham efectuado aquando da minha entrada.

Adormeci. Não sei que horas são.

... próximo episódio ... "1 ano de ti".

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Boa Noite, Vitinho! (Anos 80)

Saga das doenças continua ...

Após uma forte tosse no início de Janeiro que foi curada só com nebulizações a soro, passou para uma otite, uma mini gastroenterite e depois uma inflamação da garganta e agora uma bronquiolite ... verão volta!!!!


Agora são nebulizações com ventilan e voltamos lá para a semana ...

A pequena que não come nada de jeito desde o início de Janeiro, baixou para percentil 10, em contrapartida, cresceu bem e está no percentil 25.
Elegante a pinguina!!!
Desenvolvimento óptimo!

E andamos nisto, por este andar a festinha de anos vai ser com direito a doenças ... como eu detesto o inverno, o próximo filho tem que ser concebido de maneira a nascer na primavera/verão!!! Estas a ler isto namorido!!!

E aqui andamos, com muito trabalho, sozinha com a piolha que o meu mais que tudo está em Espanha!

O que vale é que para a semana tenho cá os papás que vêm aos anos da Netinha!!! Que bom, mimos para as duas!!!